A Menina Maria, Onde Jesus Escolhe Habitar

A Menina Maria, Onde Jesus Escolhe Habitar

Neste período do Advento e do Natal, relembramos o nascimento de Jesus com grande esperança. São muitos os ensinamentos, detalhes e aspectos que enchem o nosso coração de alegria ao recordar o nascimento do menino Jesus. Porém, hoje, desejo conduzir o seu olhar para a jovem Maria, que se declara bem-aventurada em seu cântico de alegria, no capítulo 1 do Evangelho de Lucas, reconhecendo a grandiosidade de Deus e o privilégio de ter sido encontrada por Ele para uma tarefa extraordinária.

A escolha de Maria como mãe de Jesus confronta diretamente a cultura evangélica dos títulos, das performances, das realizações ministeriais e do merecimento. Muitas vezes esquecemos como as coisas realmente funcionam no Reino de Deus. Quero chamar sua atenção para a forma como o Criador escolhe as pessoas.

Observe as “credenciais” de Maria: uma jovem judia, moradora da simples Nazaré, noiva de José, um carpinteiro. Não sabemos quase nada sobre sua linhagem, seu histórico ou feitos. Ainda assim, ela foi a escolhida para ser a mãe de Jesus. Um momento único na história do universo foi reservado para ser gerado no ventre de alguém improvável aos olhos humanos.

“A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus, o meu Salvador, pois atentou para a humildade da sua serva.” –Maria
Aqui se confirma uma verdade eterna: bem-aventurados são os humildes, pois deles é o Reino dos céus. Desde a antiguidade, Deus revela que não vê como os homens veem. Ele não se guia pelas aparências, mas olha o coração. Ele encontra os anônimos e os chama para tarefas que, muitas vezes, parecem impossíveis aos olhos humanos.

Não faltaram inquietações diante desse nascimento. Como assim? O Filho de Deus, o Salvador e Reconciliador, nasceria em um ambiente tão simples? Em uma família nada importante? Tudo tão improvisado? Nem mesmo uma maternidade preparada? Como assim, Deus? O menino seria colocado em um estábulo, cercado por animais, deitado em um cocho. Essas seriam algumas das perguntas que um profissional da religião provavelmente faria diante das escolhas de Deus.

O fato é que Maria encontra graça e misericórdia, não por seus feitos, mas pela bondade de Deus.

“A sua misericórdia estende-se aos que o temem, de geração em geração.” –Maria

Nunca será pelas nossas qualificações. Sempre será pela misericórdia do Senhor. O nosso lugar é no temor de Deus, no deleite em quem Ele é para nós. Isso é suficiente!

E se, neste Natal, pudermos descansar? E se pararmos de lutar e de tentar dizer a Deus como Ele deve fazer as coisas? E se confiarmos que os caminhos e as escolhas dEle são melhores do que os nossos? Permita que Jesus escolha você, não por merecimento, mas pela bondade dEle. Permita que através de você, Ele encha o mundo de bondade.

Existe um mistério divino aqui. Um segredo santo!
Jesus continua nascendo. Ele escolhe nascer nos corações quebrantados e humildes. Esses corações Ele não resiste.
Como o coração da jovem Maria, Ele habita nesses lugares marcados pela simplicidade, pela bondade e pelo amor ao próximo.
Lugares que colocam toda a sua esperança em Cristo.

Que, neste Natal, possamos trazer à memória o que realmente importa: o nascimento do Cristo que salva, liberta e alcança os mansos, os humildes, os simples e todos aqueles que reconhecem que, sem Jesus, nada somos. Aproximemo-nos da manjedoura da simplicidade, onde está o Pão da Vida que alimenta os famintos e sacia a fome da alma.

“Encheu de coisas boas os famintos.” –Maria
Bem-aventurados seremos ao confiar nEle.
Bem-aventurados seremos se a humildade habitar em nós.
Bem-aventurados seremos ao permitir que Jesus habite na manjedoura do nosso coração.
Bem-aventurados seremos ao permitir que Ele realize a sua missão nessa terra.


“Então, Maria disse:
‘A minha alma engrandece ao Senhor,
e o meu espírito se alegra em Deus, o meu Salvador,
pois atentou para a humildade da sua serva.
De agora em diante, todas as gerações me chamarão bem-aventurada,
porque o Poderoso fez grandes coisas em meu favor.
Santo é o seu nome.
A sua misericórdia estende-se aos que o temem,
de geração em geração.
Ele realizou feitos poderosos com o seu braço,
dispersou os que são soberbos no íntimo do coração.
Derrubou governantes dos seus tronos
e exaltou os humildes.
Encheu de coisas boas os famintos
e despediu de mãos vazias os ricos.
Ajudou Israel, seu servo,
lembrando-se da sua misericórdia
para com Abraão e os seus descendentes para sempre,
como dissera aos nossos antepassados.’”
Lucas 1:46–55 (NVI)

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