O Chamado Universal

O Chamado Universal

Quero ser um missionário. E agora? PARTE 2
Você pode ler a parte 1 clicando no link 


O Chamado Universal 

Existe um chamado comum e universal que alcança todos os cristãos e assim como eu você faz parte dele. Esse chamado surge de forma muito prática nos ensinamentos de Jesus com os exemplos para que todos os seus seguidores sejam sal da terra, luz do mundo, para que amem o próximo, que pratiquem o bem e vivam de modo que Deus seja glorificado em todas as áreas da vida. Onde quer que estejamos, somos convidados a viver como embaixadores do Reino de Deus, isso é fantástico, nos dá ânimo para todos os dias seguirmos os passos do mestre, significa que aonde quer que formos somos testemunha da Sua bondade.  

A boa notícia é que no chamado de Cristo tem espaço para todos os seus seguidores, e ninguém fica de fora da Sua missão. Quando aprendemos e vivemos esse chamado primário como estilo de vida, não corremos o risco de criar uma espiritualidade em que parece que apenas alguns têm um lugar especial no plano de Deus como no entendimento clássico sobre quem é um missionário. 

Percebo que muitas das frustrações dentro das igrejas nascem justamente de uma visão limitada sobre o chamado. Para alguns, as possibilidades parecem restritas a funções mais visíveis, como pastor, pregador, professor, músico ou aqueles que são enviados ao seminário ou a escolas de treinamento missionário. Quando alguém não se identifica com nenhuma dessas funções, pode acabar desanimado e com a sensação de que não tem muito a contribuir. Aos poucos, isso gera a percepção de ser apenas um espectador das reuniões dominicais, e essa visão limitada tem levado muitas pessoas a uma vida passiva, distante das grandes oportunidades que existem ao seguir Jesus.

No entanto, o Novo Testamento apresenta uma compreensão muito mais ampla e libertadora. Em Cristo, todos fomos chamados ao sacerdócio universal, como afirma 1 Pedro 2:9 ao dizer que somos “sacerdócio real” para anunciar Suas virtudes. Isso significa que cada cristão foi chamado para servir, interceder, anunciar e representar Deus no mundo. Não existe uma divisão entre cristãos de primeira e segunda categoria. Todos têm acesso a Deus, todos têm responsabilidade na missão e todos são convidados a participar ativamente daquilo que Ele está fazendo entre os povos e nações.

Um dos exemplos que  demonstram essa visão é quando sou apresentado como “o missionário” ao visitar alguma igreja. Geralmente começo lembrando que não sou o único missionário ali, e que todos que conhecem a Jesus são assim como eu missionários também. Loren Cunningham1Loren Cunningham (1935–2023) fundador da organização missionária cristã internacional Youth With A Mission (YWAM ou JOCUM, no Brasil) e da University of the Nations. Cunningham fundou a YWAM em 1960, com sua esposa, Darlene Cunningham, aos 24 anos de idade. Conhecido por sua paixão em mobilizar jovens para viver a missão de Deus para o discipulado de todas as nações. gostava de ilustrar isso de forma simples. Ele dizia algo assim: “Pergunte à pessoa sentada ao seu lado se ela é missionária. Se a resposta for não, talvez ela ainda não conheça a Jesus. Ou você é um missionário, ou um campo missionário.” Essa provocação aponta para essa verdade, pois todo aquele que segue Jesus é chamado a cooperar com a missão de Deus.

O chamado de Jesus é para todos: segui-Lo no dia a dia, aprender com Ele a caminhar de forma que nossas ações e atitudes demonstrem que Ele nos designou para sermos sal da terra e luz do mundo. Essa compreensão traz alívio e alegria para todos os cristãos, pois tira o peso ou a distância de que apenas alguns são chamados e devolve a todos a responsabilidade de participar daquilo que Deus está fazendo no mundo. Repito que missão não é algo reservado a poucos, mas uma vocação compartilhada por todo o corpo de Cristo.



1 – A missão começa no relacionamento com Deus

A primeira dimensão do chamado para todos os cristãos é relacional, é sobre estar primeiramente nEle. Antes de qualquer coisa relacionada a missões, vocação, povos e nações devemos direcionar nossa atenção ao dono dessa obra.  

Perceba que antes de enviar os discípulos, Jesus os chamou para estar com Ele. É isso mesmo, significa que antes de fazer algo para Deus, somos convidados a viver n’Ele, ter uma vida de contemplação, desfrutando da sua presença, na oração, na palavra e na vida de comunhão com o criador. 

Esse chamado primário e universal é essencial, pois sem um relacionamento vivo e constante com Deus, qualquer serviço perde o sentido. Servir a Deus sem intimidade com Ele rapidamente se torna pesado, enfadonho, ativista e com o homem no centro. 

Na JOCUM, aprendemos desde nossa chegada à ETED que a vida devocional e o relacionamento com Deus vêm antes de qualquer atividade ministerial. Essa é a nossa disciplina espiritual inicial do dia, na qual conhecer a Deus vem antes de fazer Deus conhecido. Na verdade, trata-se de um estilo de vida indivisível. À medida que conhecemos Deus, somos naturalmente impelidos a torná-Lo conhecido por meio das nossas vidas. Esse é o nosso fundamento de permanecer n’Ele e, a partir disso, receber direção, discernimento e vida para tudo o que somos chamados a fazer.

Sabemos que é possível acumular muito conhecimento, treinamentos e experiências, mas nada disso se sustenta se nossa vida não estiver rendida a Deus de forma contínua. Trata-se, acima de tudo, de uma vida com Deus. Sky Jethani2Sky Jethani é pastor, autor e líder cristão contemporâneo, conhecido por sua reflexão crítica sobre espiritualidade utilitarista e distorções na relação do ser humano com Deus. Por mais de uma década, serviu como editor e executivo na Christianity Today. descreve bem essa tendência humana de nos aproximarmos de Deus apenas pelo que podemos receber d’Ele, pelo medo ou pelo esforço de agradá-Lo. Ainda assim, Deus nos chama primeiro para perto de Si, para uma vida com Deus.

Para todos aqueles que desejam ter uma vida missionária, afirmo que ela somente será sustentada ao longo do tempo se não negligenciarmos o princípio da quietude, da contemplação, da devoção, da oração e da meditação na Palavra. No fim, tudo se resume em termos um relacionamento constante de intimidade com o Criador.  

“Permanecei em mim, e eu permanecerei em vós… sem mim nada podeis fazer. João 15:4–5

 


2 – Missão no dia a dia. Viver para a glória de Deus

O Chamado para glorificar a Deus 

A segunda dimensão do chamado é aquilo que é comum a todos nós, e isso é mais significativo do que imaginamos. Trata-se de viver a missão de Deus na rotina, na escola, na universidade, no trabalho e nos relacionamentos diários, sendo tudo para a glória de Deus. Viver o coram Deo, expressão latina que significa viver diante da face de Deus em tudo o que fazemos, conceito desenvolvido para afirmar que toda a vida é vivida sob o olhar de Deus e para a Sua glória, conforme Paulo afirma ao dizer que “quer comais, quer bebais ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus” (1 Coríntios 10:31), ajuda-nos a enxergar cada momento da vida como um espaço para a missão. 

Cada vez estou mais convicto de que não são os grandes momentos que revelam a fidelidade do nosso coração. Eu creio em uma vida na missão de Deus que é expressada principalmente no cotidiano, na simplicidade e muito menos nos eventos. Esse é o lugar que a nossa vida vai sendo provado e alinhada com a missão de Deus. Significa que o culto não termina no domingo à noite, mas se estende pela semana como expressão de uma vida inteira oferecida a Deus. E nesse cultivo do culto contínuo somos chamados para expressar Cristo em tudo o que fazemos. 

Imagine como seria nossa nação se cada cristão colocasse em prática aquilo que aprende nos cultos e na comunhão da igreja. Imagine pessoas vivendo com maior bondade, gentileza, cuidado e honestidade. Essa consciência nos ajuda a perceber que missão não é para alguns poucos, mas um chamado compartilhado por todos aqueles que desejam glorificar a Deus na terra.

É exatamente nesse ponto que somos levados ao mínimo irredutível da Palavra de Deus. Quando Jesus é questionado sobre qual é o maior mandamento, Ele não responde com uma definição técnica, nem com um tratado teológico complexo. Jesus revela que a missão de todo cristão começa no relacionamento com Deus, e que esse amor deve ser expressado ao próximo. Ele não apresenta esses mandamentos como opções distintas, mas como uma única realidade vivida. Amar o próximo como a si mesmo revela que a missão é prática e vivida na maneira como tratamos as pessoas. 

À medida que somos preenchidos pelo amor de Deus, somos transformados e capacitados a estender esse mesmo amor ao próximo. E o próximo não se limita àqueles que estão ao nosso lado ou fazem parte do nosso círculo religioso, ou os não alcançados em uma nação distante. O próximo é TODO aquele que cruza o nosso caminho. É o humano, o diferente, o ferido e o esquecido, é a parábola de Jesus sobre o Bom Samaritano que continua ecoando. Somos chamados a estender graça, respeito e dignidade às pessoas, não por títulos, posições ou utilidade, mas por quem elas são e por quem foram criadas para ser. Amar o perdido, o quebrado, o cansado e o diferente é refletir o caráter de Cristo no mundo, e isso se faz no dia a dia e não apenas quando você estiver lá no “campo missionário”. 

Antes de pensarmos em missão de forma geográfica, no envio ou no chamado para ir a outros lugares, precisamos confrontar essa realidade. De nada adianta buscar um deslocamento se ainda não aprendemos a amar as pessoas que estão ao nosso redor agora. A missão começa onde estamos. Glorificar a Deus significa colocar em prática o Seu caráter no cotidiano, sendo expressão de bondade, misericórdia e verdade no lugar onde Ele nos plantou.

“O evangelho de Cristo não conhece outra religião senão a social; nem outra santidade senão a santidade social.”  – John Wesley

Quero dizer que a missão é aqui e agora! Eu creio que o chamado para glorificar a Deus é vivido na fidelidade diária, no amor praticado e na obediência simples. Esse é um chamado comum, compartilhado por todos aqueles que desejam glorificar a Deus, isso transforma a vida ordinária no lugar onde a missão de Deus acontece. Chegamos, então, a um ponto de partida para toda compreensão saudável sobre  missões. Antes de falarmos sobre ir, fazer ou enviar, somos chamados a viver para a glória de Deus em tudo o que fazemos. Paulo nos lembra que somos cartas de Cristo, conhecidas e lidas por todos. Isso significa que o evangelho é anunciado, antes de tudo, pela maneira como vivemos. Nossas atitudes, escolhas e relacionamentos tornam visível o Cristo em quem cremos e revelam o Seu amor às pessoas ao nosso redor.

“Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros.” João 13:34–35

 


3 – A missão que transforma cultura e sociedade

De forma prática a Bíblia nos apresenta um comissionamento dado por Deus à humanidade logo no início da história. Em Gênesis 1:28, lemos que Deus abençoou o homem e a mulher e lhes disse que fossem férteis, se multiplicassem, enchessem a terra e a governassem.

Essa primeira grande comissão, muitas vezes chamada de Mandato Cultural3 Francis A. Schaeffer, Genesis in Space and Time (Downers Grove: IVP, 1972), p. 42–55, no qual Schaeffer relaciona criação, trabalho, cultura e responsabilidade humana como parte da vocação original dada por Deus à humanidade., revela que a missão sempre fez parte do plano original de Deus. Ela não surge como resposta ao pecado, nem começa apenas com a igreja, mas nasce na criação. Deus confia ao ser humano a responsabilidade de desenvolver, cuidar e cultivar a terra, atuando como cooperador da Sua obra no mundo.

É importante perceber que esse chamado não foi anulado após a queda. As mesmas palavras de Gênesis 1:28 reaparecem quando Noé saiu da arca, em Gênesis 9, mostrando que Deus reafirma o Seu propósito para a humanidade mesmo depois da ruptura causada pelo pecado. Isso nos ajuda a entender que o mandato cultural continua ativo ao longo da história. Trata-se do chamado para “guardar o jardim”, cultivar a criação e ser bons mordomos daquilo que Deus confiou em nossas mãos.

O homem é colocado no jardim para trabalhar e cuidar dele, como lemos em Gênesis 2:15. Antes mesmo do pecado, o trabalho já fazia parte do propósito de Deus para a humanidade. Deus escolheu agir em parceria com o homem e a mulher, confiando-lhes a tarefa de dar continuidade à cultura que Ele havia iniciado. Essa compreensão também nos ajuda a redimir nossa visão sobre o trabalho, inclusive quando pensamos na relação entre missões e trabalho. Muitas vezes, o trabalho é visto apenas como um mal necessário ou até como consequência da queda. No entanto, o trabalho faz parte do plano original de Deus. É por meio dele que trazemos ordem, significado e continuidade àquilo que Deus criou.

O Senhor Deus colocou o homem no jardim do Éden para cuidar dele e cultivá-lo. Gênesis 2:15

Cultivar, nesse sentido, não é apenas uma atividade prática, mas uma vocação. Todo cultivo gera uma cultura, e toda cultura expressa um tipo de culto. Aquilo que cultivamos revela quem adoramos. No jardim, enquanto o homem exercia cuidado, zelo, disciplina e responsabilidade, ele estava, ao mesmo tempo, adorando a Deus.

Ordem, beleza e abundância são expressões do caráter do Criador e da missão que Ele confia a nós. Esses três elementos nos ajudam a compreender o que a Bíblia chama de justiça. A justiça divina pode ser entendida como a ordem apropriada dos céus refletida na terra. Onde Deus governa, há ordem, há beleza e há abundância. Ao ser colocado no jardim com essa missão, o ser humano foi chamado a refletir esse caráter, estendendo a vida, o cuidado e a organização de Deus sobre a criação. Como afirmou Francis Schaeffer4Francis A. Schaeffer (1912–1984) foi um teólogo, filósofo e pastor presbiteriano norte-americano, conhecido por sua profunda reflexão sobre a relação entre fé cristã, cultura e vida cotidiana. Schaeffer defendia que o cristianismo bíblico oferece uma cosmovisão total, na qual todas as áreas da existência humana estão sob o senhorio de Cristo, a espiritualidade cristã não se limita ao culto ou à vida religiosa, mas abrange a totalidade da existência, pois não há nenhuma área da vida que não pertença a Cristo.

Quando olhamos para o tema das missões a partir dessa perspectiva, percebemos que participar da missão de Deus envolve muito mais do que a proclamação verbal para a salvação das pessoas. Envolve trabalho, cuidado com a criação, formação de famílias, educação dos filhos, boa mordomia, responsabilidade social e desenvolvimento saudável da sociedade. Ao vivermos dessa forma, estamos cooperando com a primeira grande comissão dada por Deus à humanidade.

Desde o jardim do Éden até o envio de Abraão, culminando em Cristo, vemos um Deus que está em missão desde o princípio. A Grande Comissão, apresentada por Jesus em Mateus e Marcos, não anula esse primeiro chamado universal feito a todos os filhos de Deus. Pelo contrário, ela o aprofunda e nos conduz a uma vida de redenção a partir de uma perspectiva bíblica. O envio de Jesus é a continuação da história de Deus em missão. Somos, portanto, chamados a viver, aqui e agora, como pessoas que promovem ordem, beleza e abundância, refletindo o caráter de Deus em tudo o que fazem. A missão é de Deus, e o Seu desejo sempre foi alcançar, restaurar e abençoar todos os povos da terra. 

“O verdadeiro teste da adoração não é o que fazemos no culto, mas como vivemos quando o culto termina.” – A. W. Tozer


Conclusão

Vivemos em uma era da performance, onde facilmente confundimos vocação e missões com fazer coisas para Deus. Eu mesmo já vivi assim, achando que quanto mais eu fazia, mais alinhado estaria com o meu chamado. Mas, com o tempo, percebi como isso pode nos afastar da essência da vida cristã, pois o principal é o relacionamento com Deus e a forma como refletimos o Seu Reino na vida real.

Por isso, tudo começa no lugar certo. Antes de fazer algo para Deus, somos chamados a estar com Ele. Quando a missão se torna apenas tarefa, ativismo ou busca por reconhecimento, perdemos o coração do evangelho. Deus não nos chamou para performar, mas para viver como portadores da Sua imagem, expressando quem Ele é de maneira prática e coerente.

Também percebo que muitos têm uma visão romantizada sobre missão. Pensamos logo na África, em povos não alcançados, em contextos de perseguição, e tudo isso é, sim, missão e tem enorme valor. Mas a provocação aqui é lembrar que a missão começa aqui e agora. Ela acontece na nossa casa, com nossos vizinhos, no trabalho, na faculdade, nas relações mais simples do dia a dia. É ali que temos a oportunidade diária de glorificar a Deus, não apenas falando do evangelho, mas vivendo o evangelho.

Às vezes queremos a estética do ministério missionário, mas negligenciamos a fidelidade na vida prática. Lembro de algo que minha mãe me disse no início da minha conversão, e isso nunca saiu da minha cabeça: “Filho, é muito fácil ser crente lá na igreja. Difícil é ser cristão aqui dentro de casa.” Aquilo foi um confronto direto. Eu queria ser algo no público que ainda não era na minha própria realidade.

Concluo dizendo novamente que a missão que Deus nos confia começa no coração, se expressa no cotidiano e transforma tudo ao nosso redor. É nesse chão da vida real que começamos a entender, de verdade, o que missão significa


Perguntas para processamento

  1. De que maneira tenho entendido o amor a Deus como algo integral, que envolve minha vida inteira, e não apenas momentos espirituais específicos?
  2. Quem são as pessoas que Deus colocou ao meu redor hoje e como posso, de forma prática, expressar o amor ágape no meu cotidiano?
  3. O que preciso realinhar na minha compreensão de missão para viver, aqui e agora, para a glória de Deus antes de pensar em qualquer envio ou deslocamento?

 


NOTA: Falamos até aqui do chamado que é para todos nós, aquele que vivemos no dia a dia, permanecendo em Deus e glorificando a Ele em tudo. No próximo artigo, quero falar sobre quando Deus chama alguém para algo específico? A Bíblia está cheia de histórias assim. Vamos olhar juntos para esse tipo de chamado e entender como ele se conecta, e não se separa, do chamado comum.

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    Loren Cunningham (1935–2023) fundador da organização missionária cristã internacional Youth With A Mission (YWAM ou JOCUM, no Brasil) e da University of the Nations. Cunningham fundou a YWAM em 1960, com sua esposa, Darlene Cunningham, aos 24 anos de idade. Conhecido por sua paixão em mobilizar jovens para viver a missão de Deus para o discipulado de todas as nações.
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    Sky Jethani é pastor, autor e líder cristão contemporâneo, conhecido por sua reflexão crítica sobre espiritualidade utilitarista e distorções na relação do ser humano com Deus. Por mais de uma década, serviu como editor e executivo na Christianity Today.
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    Francis A. Schaeffer, Genesis in Space and Time (Downers Grove: IVP, 1972), p. 42–55, no qual Schaeffer relaciona criação, trabalho, cultura e responsabilidade humana como parte da vocação original dada por Deus à humanidade.
  • 4
    Francis A. Schaeffer (1912–1984) foi um teólogo, filósofo e pastor presbiteriano norte-americano, conhecido por sua profunda reflexão sobre a relação entre fé cristã, cultura e vida cotidiana. Schaeffer defendia que o cristianismo bíblico oferece uma cosmovisão total, na qual todas as áreas da existência humana estão sob o senhorio de Cristo

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